Escolhemos Fortaleza para que, nessa oportunidade, a Pietra pudesse aproveitar o Beach Park, pois quando fomos para lá, ela tinha 1 ano e optamos em não visitar o local pois achamos que ela não aproveitaria muito pela idade. Nossa primeira busca foi pelo hotel. Claro que a primeira ideia foi ficarmos dentro do parque mesmo, mas quando fomos ver o preço, quase caímos para trás. Mais de R$ 1.000,00 a diária! Ok, o local é lindo, maravilhoso, não lembro se todas as refeições estavam incluídas mas mesmo assim, caro demais! Nosso perfil é hotel para dormirmos e tomarmos banho então, nem pensar.
Continuamos a busca através do TripAdvisor, nosso grande aliado. A partir dele selecionamos os hoteis, lemos avaliações e filtramos o que nos ajuda ou não ( para nós, saber se o hotel oferece roupa de cama com 200 ou 500 fios de algodão, ou com nenhum, não faz diferença alguma!). Depois de muita procura, fechamos com o hotel Luzeiros (http://www.luzeirosfortaleza.com.br/). Melhor custo x benefício, localização ótima, café da manhã variado, quartos grandes e bem divididos. Fechamos via booking e só depois de tudo certo é que nos demos conta que o hotel não tem estacionamento próprio, mas não foi problema. Estacionamos quase sempre na rua, algumas noites em um coberto e foi ótimo. Demos a maior sorte pois a parada do bus que nos leva até Jeri fica a 2 quadras de lá, ou seja, perfeito para nossas intenções.
Ah, antes de fecharmos o hotel tivemos que fazer nosso agendamento para Jeri.. Viajamos na sexta, ficamos 3 dias no Beach Park ( sábado, domingo e segunda), terça tiramos para passear por Fortaleza, na quarta fomos para Jeri, voltamos na segunda, pegamos mais uma diária no mesmo hotel e terça de manhã cedo partimos para o aeroporto.
Com passagens e hotel marcados, partimos para a busca do hotel/pousada em Jeri. Novamente o Trip nos ajudou, bem como o relato da Bruna. A maioria das pousadas/hoteis lá tem website mas a maioria não tem preço no site e o contato é todo por email. Como aproveitamos um final de semana para isso, o retorno foi um pouco mais demorado. Depois de muitas pesquisas, troca de emails, fechamos com o pessoal da pousada Wind Jeri (http://www.windjeri.it/). A maioria das pousadas lá são de estrangeiros ( muitos italianos) que vieram visitar Jeri, se encantaram e ficaram. É realmente algo bem diferente do que estamos acostumados a ver! Mega indicamos tanto o hotel quanto a pousada. Atendimento show, piscina ótima, quarto perfeito, café da manhã ótimo, tudo muito bem organizado, ótima localização. E o melhor custo x benefício. Na maioria das pousadas paga-se 50% na reserva e o restante no check out!
Alguém já se perguntou como se chega a Jeri? São duas maneiras....pela beira mar, com carros 4X4 ou de uma forma mais alternativa, com bus até parte do caminho e depois uma jardineira ( altas aventuras!!) Óbvio que optamos pela segunda..mais barata, mais aventureira, mais a nossa cara. As dicas da Bruna foram essenciais nesse momento pois a logística é bem chatinha: entra-se em contato por email, confirma-se disponibilidade do dia e horário, passam o valor, depositamos, aí eles nos enviam email de confirmação com os vouchers e horários. Poderia ser muito mais simples, mas é o que temos. Fechamos isso tudo em junho, pois no final de março decidimos viajar no feriadão de abril aí ficamos umas 3 semanas pesquisando tudo, depois veio meio momento corrido do trabalho, e junho chegou rapidinho!
Ah e fechamos o carro. Desde que fomos para o NE a primeira vez, descobrimos a Movida e ela tem sido a empresa com quem sempre fechamos por ter o melhor preço sempre. Alugamos um carro para ficarmos até a terça à noite, pois para irmos para Jeri, ele seria dispensável. Como sempre pegamos um carro básico, com cadeirinha ( temos nosso GPS), retirada e entrega no aeroporto.
Com passagens definidas desde Janeiro, hotel e pousada ok, carro idem, translado para Jeri 100% só nos restava esperar Julho chegar!
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
* * * E o próximo destino foi???? * * *
Nosso perfil de viajantes é um pouco diferente da maioria:
viajamos por conta, fazemos nossos roteiros, pesquisamos passagens, hoteis,
atrações e tudo o que podemos fazer. Costumamos viajar em janeiro e eu julho, pois sou professora e são os 'melhores' períodos para mim. Em Janeiro de 2013 eu estava viajando a estudo. Em
Abril do mesmo ano o Fábio trocou de emprego e só teria direito a férias a
partir de abril de 2014, mas essa época é impossível de sairmos de férias. Então, ainda em janeiro de 2014 começamos a planejar nossas férias de
Julho, pois mereceriam ser ótimas. Pensamos em vários destinos, tanto nacionais
quanto estrangeiros, e depois de muita pesquisa, fechamos nosso roteiro:
Fortaleza ( que já conhecíamos) e Jericoacoara.
Nossa primeira ideia era irmos
com milhas, mas por incrível que pareça, as passagens estavam ‘caras’ demais
com elas. O Fábio, fução que só ele, tanto pesquisou que encontrou passagens
para lá, para Julho, a menos de R$ 1900,00 para todos nós ( lembrando que a
Pietra paga quase como um adulto) e no dia 18.01 fechamos a compra das
passagens. O preço estava ótimo para a época, e com parcelamento em 10x ficou
perfeito. E lá fomos nós planejarmos e fecharmos o resto da nossa viagem.
Alguns dias após a compra meu pai faleceu, então o assunto Fortaleza ficou um pouco de lado, pois as prioridades eram outras. Mas lá por março voltamos a focar. Tivemos uma ajuda inestimável da Bruna, uma ex-aluna minha, de Casca, que adora viajar e havia ido para lá nessa época. O relato e as dicas dela foram essenciais para nós. Bruna, muito obrigado por cada palavra. Já te agradeci mas não custa agradecer mais. Fostes essencial para o sucesso da nossa viagem!!!
Assim, um pouco mais devagar do que o normal ( em função da situação), começamos a pensar as férias de Julho!
* * * Ruínas de São Miguel - ficha técnica * * *
Não foi fácil fechar esse passeio pela Internet ( nosso perfil) pq muitos hoteis da região não tem página na net ou apenas contato via email ou telefone, o que torna o processo mais caro e também, demorado. Entretanto, no final, tudo deu certo!
Vamos à ficha técnica?
HOTEL MAERKLI- Santo Ângelo: foi o melhor custo x benefício. Bem localizado, próximo à varios restaurantes, farmácia e praça. Atendimento ótimo. Foi o pessoal do hotel que nos deu a dica do show de Som e Luzes na Catedral. Café da manhã bom, sem nada de expecional, mas com variedade de pães, bolos e cucas. Quarto bom, com 1 cama de solteiro e uma de casal, banheiro com tamanho muito bom. Mega indicamos!
HOTEL TENONDE - São Miguel das Missões. Foi o único que havia disponibilidade para o período. Hotel perfeito! Quarto ótimo, totalmente acessível a cadeirantes ou pessoas com problemas de mobilidade, café da manhã ótimo e restaurante para refeições também. No jantar da sexta-feira deu a impressão de faltar comida mas pode ter sido algo daquele momento. Local espaçoso, com local para as crianças, várias atividades à disposição naquele período ( e acredito que isso aconteça sempre em feriadões ou datas especiais). Preço compatível com a estrutura disponível. Indicamos com certeza. ( http://www.tenonde.com.br/)
Esse post está saindo quase um ano atrasado, então não lembro dos restaurantes que fomos, mas digo que todos foram simples mas dentro do esperado para a região.
Espero que tenham curtido!
Vamos à ficha técnica?
HOTEL MAERKLI- Santo Ângelo: foi o melhor custo x benefício. Bem localizado, próximo à varios restaurantes, farmácia e praça. Atendimento ótimo. Foi o pessoal do hotel que nos deu a dica do show de Som e Luzes na Catedral. Café da manhã bom, sem nada de expecional, mas com variedade de pães, bolos e cucas. Quarto bom, com 1 cama de solteiro e uma de casal, banheiro com tamanho muito bom. Mega indicamos!
HOTEL TENONDE - São Miguel das Missões. Foi o único que havia disponibilidade para o período. Hotel perfeito! Quarto ótimo, totalmente acessível a cadeirantes ou pessoas com problemas de mobilidade, café da manhã ótimo e restaurante para refeições também. No jantar da sexta-feira deu a impressão de faltar comida mas pode ter sido algo daquele momento. Local espaçoso, com local para as crianças, várias atividades à disposição naquele período ( e acredito que isso aconteça sempre em feriadões ou datas especiais). Preço compatível com a estrutura disponível. Indicamos com certeza. ( http://www.tenonde.com.br/)
Esse post está saindo quase um ano atrasado, então não lembro dos restaurantes que fomos, mas digo que todos foram simples mas dentro do esperado para a região.
Espero que tenham curtido!
* * * April, 21st, 2014 a special day * * *
Dia 21 é feriado, um dia legal e para nós, mais marcante ainda pois é o dia em que falei com o Fábio pela primeira vez na Internet. Um dos vários dias que comemoramos e estar viajando foi mais especial ainda.
Acordamos em torno das 07h, tomamos banho, acordamos a Pietra, deixamos tudo 100% organizado, descemos para tomar café, retornamos ao quarto para pegarmos a mala e seguirmos viagem.
Depois do checkout decidimos voltar às ruinas de São Miguel para tirarmos mais algumas fotos. Foi muuuito legal. A Pietra foi nossa fotógrafa e temos fotos nossas lá...Show! Depois fomos visitar uma fonte de água que fica no meio de uma pequena área de muitas árvores. Os índios construiram uma canalização para a água, a muuuitos anos atrás. Lugar simples mas legal de ser conhecido. Depois seguimos viagem até São Luiz Gonzaga, onde almoçamos e após, visitamos a praça, onde a Pietra brincou um pouco e claro, tiramos mais fotos! Depois seguimos para São Nicolau, para conhecermos a última das reduções. É uma cidade pequena, com quase infra nenhuma para turismo mas muito legal. As reduções estão 'misturadas' com a praça da cidade, muito interessante e acredito que poucas pessoas visitam o local. Mas como queremos aproveitar ao máximo, lá fomos nós. Tiramos muitas fotos legais e diferentes, a Pietra aproveitou muito. Visitamos também a igreja local da cidade ( apenas a parte externa) e em torno das 16h começamos a viagem de volta. Graças a Deus não pegamos engarrafamento fora do normal, o clima estava ótimo e em torno das 22h estávamos em Caxias. Mais uma viagem terminou com tudo dando 100% certo!
Acordamos em torno das 07h, tomamos banho, acordamos a Pietra, deixamos tudo 100% organizado, descemos para tomar café, retornamos ao quarto para pegarmos a mala e seguirmos viagem.
Depois do checkout decidimos voltar às ruinas de São Miguel para tirarmos mais algumas fotos. Foi muuuito legal. A Pietra foi nossa fotógrafa e temos fotos nossas lá...Show! Depois fomos visitar uma fonte de água que fica no meio de uma pequena área de muitas árvores. Os índios construiram uma canalização para a água, a muuuitos anos atrás. Lugar simples mas legal de ser conhecido. Depois seguimos viagem até São Luiz Gonzaga, onde almoçamos e após, visitamos a praça, onde a Pietra brincou um pouco e claro, tiramos mais fotos! Depois seguimos para São Nicolau, para conhecermos a última das reduções. É uma cidade pequena, com quase infra nenhuma para turismo mas muito legal. As reduções estão 'misturadas' com a praça da cidade, muito interessante e acredito que poucas pessoas visitam o local. Mas como queremos aproveitar ao máximo, lá fomos nós. Tiramos muitas fotos legais e diferentes, a Pietra aproveitou muito. Visitamos também a igreja local da cidade ( apenas a parte externa) e em torno das 16h começamos a viagem de volta. Graças a Deus não pegamos engarrafamento fora do normal, o clima estava ótimo e em torno das 22h estávamos em Caxias. Mais uma viagem terminou com tudo dando 100% certo!
* * * April, 20th, 2014, Easter Sunday, afternoon * * *
Almoçamos no hotel, comida ótima como sempre e logo em seguida rumamos para nosso planejamento da tarde. Quem nos conhece, sabe que não temos o perfil de ficar em hoteis curtindo a infra de lá. Gostamos de colocar o pé na estrada e depois do almoço, fomos visitar mais uma redução jesuítica. São quatro que ainda tem destroços e fomos visitar uma próxima à de São Miguel. Com certeza, São Miguel é a mais linda, mas todas tem a sua beleza peculiar, principalmente porque relembram o que foi vivido lá anos e anos atrás.O dia estava lindo, estava mais quente e aproveitamos para tirar muitas fotos. Ficamos um tempo lá e rumamos para Santo Ângelo, onde aconteceria uma apresentação de som e luz projetada na catedral de lá. Ficamos curiosos para ver e aproveitamos o tempo. Chegamos lá relativamente cedo, passeamos pela praça, tiramos muitas fotos, fomos comer algo ( já era pós 18h e não queríamos comer pós show!) e depois voltamos para a praça. Conseguimos um lugar legal para vermos o show. Antes houve a apresentação de cantores nativistas e às 21h começou a apresentação. Liiiiiiiiiiiiiiiiiinda!! Foi demais, não tem explicação. Ficamos bem felizes por termos ido até lá. Em torno das 22h retornamos ao hotel, deixamos tudo pronto para nosso check out na segunda feira. Nossa estrada seria longa, ainda!!!
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
* * * April, 20th, 2014 our Easter Sunday * * *
E amanheceu o dia de Páscoa...Um domingo de sol, céu azul e que prometia ser perfeito. Na noite anterior, depois que a Pietra dormiu, colocamos a cestinha dela com alguns chocolates ( um ainda está por aqui, intacto hehe) Ela fez um cartão de Páscoa para o coelhinho, e ele se encontra devidamente guardado pela mamãe coruja.
Acordamos cedo e ela ficou muito feliz quando viu a cesta com os chocolates. E mais ainda quando viu que o coelhinho pegou o cartão! Descemos para tomar o café e já nos organizamos para nosso tour. Não falei dele, né? Então, quando fechamos o hotel, estava incluso um tour para as ruínas com uma guia. Optamos em fazê-lo no domingo e foi perfeito!
O grupo se reuniu no hall e no horário combinado ( 09:30) começamos o passeio. Foi uma caminhada até chegarmos ao sítio ( não sei definir em km, nem dizer se foi curta, média ou longa pq tudo é relativo mas diria que, para nós, foi uma caminhada curta!) e não adianta...me chamou demais a atenção ver uma senhora com sapato de salto alto E fino, toda arrumada, caminhando entre pedras, ervas e grama. Todo mundo estava esportivo, com tênis, abrigo, ou calça jeans e ela lá...Estranho, viu??
Durante essa primeira caminhada a guia quase não falou e seguimos até a entrada do parque. Paramos para esperar um grupo mais atrasado e a sessão de fotos começou. Impossível não se encantar pelo lugar! A energia de lá é indescritível. Esse tour com a guia foi muito legal pq passamos por várias partes das ruínas ( cozinha - dormitórios - casas) e ela ia nos explicando como era a rotina dos índios na missão. O que nos chamou a atenção foi que no momento em que as famílias indígenas tentaram de virar por conta, cada um cuidando de sua vida, foi quando as missões decaíram. Antes, tudo era coletivo. Todos trabalhavam para todos, o que um plantava era dividido entre todos, quem cuidava dos animais compartilhava com todos o resultado e a missão era um exemplo. Comentamos que até nos dias de hoje essa lição é verdadeira, pois olhamos o nosso umbigo e muitas pessoas acham um absurdo quem compartilha ou ajuda os outros, por mais simples que a ajuda seja. Será que não deveríamos aprender algo com esses índios 'simples' que viveram a tantos anos atrás?
Passeamos muito! Tiramos muitas fotos! Ouvimos muitas explicaões. Vimos um 'museu' a céu aberto, de obras esculpidas em troncos de árvores..liiindas Para muitas pessoas o que vimos são apenas 'amontoados de pedras' mas quando paramos em frente às ruínas de São Miguel, as maiores que restaram, e olhamos para cima, vemos a complexidade de cada detalhe e pensamos a quanto tempo foi construído, impossível não se impressionar. Tudo é perfeito! A arquitetura e os detalhes. Algumas pedras sao gigantes, pesadas. Como elas eram içadas? Como eral colocadas em seu devido lugar? Todas essas máquinas que temos hoje, os índios não tinham. Força pura? Ajuda divina? Os dois? Só Deus sabe! Talvez por isso me impressione tanto. É perfeito, é lindo, é maravilhoso!
Caminhamos mais. A Pietra estava livre, leve e solta pois os perigos são muito controlados. Enquanto ela corria, eu tirava fotos e o Fábio ficava perto dela. Depois trocávamos de posição. Ela ouviu, atenta, todas as explicações. Ao final do passeio, visitamos o Museu Sacro que tem lá. São obras ( ou resquícios) de obras feitas por índios ou por jesuítas na época das missões. Peças lindas, com suas características próprias. Esculturas em madeira ( inclusive um santo do pau oco - e descobrimos a origem dessa expressão tão conhecida - ), artesanato em barro, obras simples, outras com riquezas de detalhes lindíssimos. Vimos sinos da época, em bronze. Deveriam pesar muuuito! Na saída, visitamos uma pequena feira de artesanato dos índios que ainda moram lá. Sim, existem índios que dormem nas ruínas! Eles são os únicos autorizados a isso.
Saindo de lá, seguimos algumas quadras a mais e encontramos o Ponto de Memória Missioneira, um local onde os habitantes locais preservam a história da cidade, com ênfase para o cultivo da erva- mate e agricultura da região. Quando chegamos ao local, estava acontecendo um ritual com o restante do nosso grupo e outros visitantes. Nesse ritual, uma tocha com fogo passava de mão em mão ( inclusive da Pietra) simbolizando a união das pessoas e no final, representantes de quem estava lá fizeram uma oração de agradecimento. Foi beeem legal! Como chegamos atrasados, enquanto o grupo ia embora, nós fizemos o caminho contrário. Entramos e visitamos o local. É simples, com pouco espaço, mas com várias atrações: formas de fazer o chimarrão, um pilão para moer a erva, vários grãos cultivados pelos índios, além de várias esculturas. Tudo muito simples, mas bem representativo de como eles eram.
Tiramos várias fotos, especialmente em frente à cruz missioneira ( já falei que me apaixonei por ela??)
Já tinha passado do meio-dia, uma menina estava ficando irritada por causa da fome. Voltamos ao hotel ( uma caminhada legal!) e almoçamos no restaurante do hotel. E claro, a tarde prometia. O que será que fizemos?
Acordamos cedo e ela ficou muito feliz quando viu a cesta com os chocolates. E mais ainda quando viu que o coelhinho pegou o cartão! Descemos para tomar o café e já nos organizamos para nosso tour. Não falei dele, né? Então, quando fechamos o hotel, estava incluso um tour para as ruínas com uma guia. Optamos em fazê-lo no domingo e foi perfeito!
O grupo se reuniu no hall e no horário combinado ( 09:30) começamos o passeio. Foi uma caminhada até chegarmos ao sítio ( não sei definir em km, nem dizer se foi curta, média ou longa pq tudo é relativo mas diria que, para nós, foi uma caminhada curta!) e não adianta...me chamou demais a atenção ver uma senhora com sapato de salto alto E fino, toda arrumada, caminhando entre pedras, ervas e grama. Todo mundo estava esportivo, com tênis, abrigo, ou calça jeans e ela lá...Estranho, viu??
Durante essa primeira caminhada a guia quase não falou e seguimos até a entrada do parque. Paramos para esperar um grupo mais atrasado e a sessão de fotos começou. Impossível não se encantar pelo lugar! A energia de lá é indescritível. Esse tour com a guia foi muito legal pq passamos por várias partes das ruínas ( cozinha - dormitórios - casas) e ela ia nos explicando como era a rotina dos índios na missão. O que nos chamou a atenção foi que no momento em que as famílias indígenas tentaram de virar por conta, cada um cuidando de sua vida, foi quando as missões decaíram. Antes, tudo era coletivo. Todos trabalhavam para todos, o que um plantava era dividido entre todos, quem cuidava dos animais compartilhava com todos o resultado e a missão era um exemplo. Comentamos que até nos dias de hoje essa lição é verdadeira, pois olhamos o nosso umbigo e muitas pessoas acham um absurdo quem compartilha ou ajuda os outros, por mais simples que a ajuda seja. Será que não deveríamos aprender algo com esses índios 'simples' que viveram a tantos anos atrás?
Passeamos muito! Tiramos muitas fotos! Ouvimos muitas explicaões. Vimos um 'museu' a céu aberto, de obras esculpidas em troncos de árvores..liiindas Para muitas pessoas o que vimos são apenas 'amontoados de pedras' mas quando paramos em frente às ruínas de São Miguel, as maiores que restaram, e olhamos para cima, vemos a complexidade de cada detalhe e pensamos a quanto tempo foi construído, impossível não se impressionar. Tudo é perfeito! A arquitetura e os detalhes. Algumas pedras sao gigantes, pesadas. Como elas eram içadas? Como eral colocadas em seu devido lugar? Todas essas máquinas que temos hoje, os índios não tinham. Força pura? Ajuda divina? Os dois? Só Deus sabe! Talvez por isso me impressione tanto. É perfeito, é lindo, é maravilhoso!
Caminhamos mais. A Pietra estava livre, leve e solta pois os perigos são muito controlados. Enquanto ela corria, eu tirava fotos e o Fábio ficava perto dela. Depois trocávamos de posição. Ela ouviu, atenta, todas as explicações. Ao final do passeio, visitamos o Museu Sacro que tem lá. São obras ( ou resquícios) de obras feitas por índios ou por jesuítas na época das missões. Peças lindas, com suas características próprias. Esculturas em madeira ( inclusive um santo do pau oco - e descobrimos a origem dessa expressão tão conhecida - ), artesanato em barro, obras simples, outras com riquezas de detalhes lindíssimos. Vimos sinos da época, em bronze. Deveriam pesar muuuito! Na saída, visitamos uma pequena feira de artesanato dos índios que ainda moram lá. Sim, existem índios que dormem nas ruínas! Eles são os únicos autorizados a isso.
Saindo de lá, seguimos algumas quadras a mais e encontramos o Ponto de Memória Missioneira, um local onde os habitantes locais preservam a história da cidade, com ênfase para o cultivo da erva- mate e agricultura da região. Quando chegamos ao local, estava acontecendo um ritual com o restante do nosso grupo e outros visitantes. Nesse ritual, uma tocha com fogo passava de mão em mão ( inclusive da Pietra) simbolizando a união das pessoas e no final, representantes de quem estava lá fizeram uma oração de agradecimento. Foi beeem legal! Como chegamos atrasados, enquanto o grupo ia embora, nós fizemos o caminho contrário. Entramos e visitamos o local. É simples, com pouco espaço, mas com várias atrações: formas de fazer o chimarrão, um pilão para moer a erva, vários grãos cultivados pelos índios, além de várias esculturas. Tudo muito simples, mas bem representativo de como eles eram.
Tiramos várias fotos, especialmente em frente à cruz missioneira ( já falei que me apaixonei por ela??)
Já tinha passado do meio-dia, uma menina estava ficando irritada por causa da fome. Voltamos ao hotel ( uma caminhada legal!) e almoçamos no restaurante do hotel. E claro, a tarde prometia. O que será que fizemos?
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
* * * April, 19th, 2014 a different Saturday * * *
O sábado amanheceu nublado e com muita cara de chuva ( para nossa tristeza!) Acordamos cedo, tomamos café ( muuuito gostoso), pegamos nossas mochilas e bora passear. Nem a chuva nos segura no hotel quando estamos viajando.
Nossa primeira parada foi em São Luiz Gonzaga. Pelas nossas buscas, haveriam algumas coisas legais para vermos, mas, ao mesmo tempo, sabíamos que por ser feriado, poderíamos encontrar muitas coisas fechadas. Saindo de São Miguel começou a chover. Ela, a chuva, estragaria todos os nossos planos mas era o que tínhamos. Mantivemos a primeira parada original. Chegando lá, nossa primeira parada foi na Igreja Matriz. Estava chovendo quando chegamos. Descobrimos que a entrada era lateral. Nessa igreja há muitas estátuas feitas em madeira, da época indígena. Muito bonita! Tiramos fotos, a Pietra brincou com os microfones do coral hehe. Depois de breves minutos, voltamos ao carro e o Fábio, embaixo de chuva foi tirar algumas fotos externas dela e da praça, que fica em frente.
Na sequência, seguimos as dicas do GPS e encontramos o Museu Municipal Senador Pinheiro Machado. Para quem não sabe, ele foi um político importante na história gaúcha ( tanto que quase todas as cidades tem uma rua com esse nome!) e eu fiquei surpresa quando descobri que ele havia nascido lá e, por isso, tinha um museu. Claro que ele estava fechado :( Infelizmente, a maioria das cidades menores ainda não despertaram para o potencial turístico de certas atrações. E turismo histórico, para nós, é altamente interessante.... Próximo ao prédio do museu, vimos uma loja de artesanato e fui lá ver o que tinha. Comprei uma cruz missioneira em pedra, liiinda, para dar para minha mãe. Foi uma ótima compra. Depois visitamos uma gruta em uma parte mais afastada da cidade. No caminho, passamos pelo Museu de Arqueologia de São Luiz Gonzaga mas, adivinhem!!!! Estava fechado!! Na gruta tiramos algumas fotos ( a Pietra tirou umas de nós..) e como o tempo estava mais para chuva do que para firmar, resolvemos mudar os planos e irmos para São Borja, que fica a 114km de onde estávamos. Pelo menos lá, mesmo com chuva, conseguiríamos aproveitar um pouco mais a cidade do que se fôssemos visitar as ruínas ( nossa ideia primeira).
Como saímos cedo de São Miguel, conseguimos ver tudo cedo em São Luiz Gonzaga e rumamos para São Borja. No caminho pegamos chuva, pegamos sol, pegamos nuvens muito escuras. A Pietra dormiu ( o que é bom quando estamos viajando) e aproveitamos a viagem para repensar o roteiro.
Claro que chegando lá fomos buscar indicações de locais para almoçarmos e depois de duas indicações do mesmo lugar, fomos encontrar o bendito hehe. Realmente, ele foi uma ótima dica. Almoçamos, aproveitamos para ir ao banheiro ( com kids isso é essencial!) e seguimos nosso passeio.
São Borja é conhecida como a cidade dos presidentes, três presidentes do país nasceram na cidade. Getúlio Vargas foi o mais importante. Então, com o sol quase saindo, fomos passear. Queríamos visitar, primeiro o Museu Casa Getúlio Vargas, mas ele estava em reformas. Uma pena, porque acreditamos que o lugar fosse bem legal. Aí, resolvemos parar o carro em frente à praça e passear por lá. Tem brinquedos para a Pietra, escorregadores, balanços e também a cópia da carta- testamento de Getúlio Vargas, uma estátua dele e os restos mortais dele se encontram lá. Tiramos fotos enquanto a Pietra brincava. Nem conto o estado que os pés e mãos dela ficaram depois de tanto brincar ( benditos lenços umedecidos). Em frente à praça fica a Igreja de São Borja, em um estilo bem diferente, futurista/modernista. Tiramos várias fotos com nossa fotógrafa particular ( tudo de bom!!) A Pietra brincou mais um pouco e decidimos ir visitar o Cemitério Municipal, onde o João Goulart e o Leonel Brizola estão enterrados. Enquanto estávamos na praça o sol estava lindo, mas foi entrarmos no carro e ele sumiu e muitas, mas muitas nuvens de chuva surgiram no céu. Encontramos o cemitério e entramos para encontrar o túmulo deles. Não foi difícil achar pois ele é um dos mais imponentes, e maiores e mais bonitos de todo o cemitério. Todo em granito preto, com letras em cobre. Tiramos algumas fotos, lemos o histórico próximo ao túmulo e começou a chover. Então corremos para o carro e fomos dar uma volta na cidade. Por sorte a chuva foi passageira. Nessa volta a Pietra dormiu e chegamos no rio Uruguai. Paramos o carro lá, deixamos ela no carro dormindo e fomos tirar umas fotos. Ele é imeeeeenso! Para as fotos ficarem mais bonitas, teria que ter tido sol.. Mas ele não estava muito a fim de nos ajudar.
Passeamos mais um pouco pela cidade e resolvemos voltar para São Miguel já que a viagem seria longa. A Pietra acordou no meio do caminho e viemos conversando e rindo. Chegando ao hotel, fomos caminhar um pouco pelo hotel. Decidimos tomar banho, nos organizarmos e saimos para jantar. Como o local é pequeno, optamos por uma pizzaria. Infelizmente o atendimento não foi dos melhores, ela demorou para chegar e, para ajudar, quando ficou pronta, entregaram na mesa errada. Por acaso eu vi que o nosso pedido ia ficar 'perdido'. Pelo menos a comida era boa. Comemos e voltamos ao hotel. O dia tinha sido agradável, mesmo com planos diferentes.
Só nos restava dormir e esperar o domingo chegar.
Nossa primeira parada foi em São Luiz Gonzaga. Pelas nossas buscas, haveriam algumas coisas legais para vermos, mas, ao mesmo tempo, sabíamos que por ser feriado, poderíamos encontrar muitas coisas fechadas. Saindo de São Miguel começou a chover. Ela, a chuva, estragaria todos os nossos planos mas era o que tínhamos. Mantivemos a primeira parada original. Chegando lá, nossa primeira parada foi na Igreja Matriz. Estava chovendo quando chegamos. Descobrimos que a entrada era lateral. Nessa igreja há muitas estátuas feitas em madeira, da época indígena. Muito bonita! Tiramos fotos, a Pietra brincou com os microfones do coral hehe. Depois de breves minutos, voltamos ao carro e o Fábio, embaixo de chuva foi tirar algumas fotos externas dela e da praça, que fica em frente.
Na sequência, seguimos as dicas do GPS e encontramos o Museu Municipal Senador Pinheiro Machado. Para quem não sabe, ele foi um político importante na história gaúcha ( tanto que quase todas as cidades tem uma rua com esse nome!) e eu fiquei surpresa quando descobri que ele havia nascido lá e, por isso, tinha um museu. Claro que ele estava fechado :( Infelizmente, a maioria das cidades menores ainda não despertaram para o potencial turístico de certas atrações. E turismo histórico, para nós, é altamente interessante.... Próximo ao prédio do museu, vimos uma loja de artesanato e fui lá ver o que tinha. Comprei uma cruz missioneira em pedra, liiinda, para dar para minha mãe. Foi uma ótima compra. Depois visitamos uma gruta em uma parte mais afastada da cidade. No caminho, passamos pelo Museu de Arqueologia de São Luiz Gonzaga mas, adivinhem!!!! Estava fechado!! Na gruta tiramos algumas fotos ( a Pietra tirou umas de nós..) e como o tempo estava mais para chuva do que para firmar, resolvemos mudar os planos e irmos para São Borja, que fica a 114km de onde estávamos. Pelo menos lá, mesmo com chuva, conseguiríamos aproveitar um pouco mais a cidade do que se fôssemos visitar as ruínas ( nossa ideia primeira).
Como saímos cedo de São Miguel, conseguimos ver tudo cedo em São Luiz Gonzaga e rumamos para São Borja. No caminho pegamos chuva, pegamos sol, pegamos nuvens muito escuras. A Pietra dormiu ( o que é bom quando estamos viajando) e aproveitamos a viagem para repensar o roteiro.
Claro que chegando lá fomos buscar indicações de locais para almoçarmos e depois de duas indicações do mesmo lugar, fomos encontrar o bendito hehe. Realmente, ele foi uma ótima dica. Almoçamos, aproveitamos para ir ao banheiro ( com kids isso é essencial!) e seguimos nosso passeio.
São Borja é conhecida como a cidade dos presidentes, três presidentes do país nasceram na cidade. Getúlio Vargas foi o mais importante. Então, com o sol quase saindo, fomos passear. Queríamos visitar, primeiro o Museu Casa Getúlio Vargas, mas ele estava em reformas. Uma pena, porque acreditamos que o lugar fosse bem legal. Aí, resolvemos parar o carro em frente à praça e passear por lá. Tem brinquedos para a Pietra, escorregadores, balanços e também a cópia da carta- testamento de Getúlio Vargas, uma estátua dele e os restos mortais dele se encontram lá. Tiramos fotos enquanto a Pietra brincava. Nem conto o estado que os pés e mãos dela ficaram depois de tanto brincar ( benditos lenços umedecidos). Em frente à praça fica a Igreja de São Borja, em um estilo bem diferente, futurista/modernista. Tiramos várias fotos com nossa fotógrafa particular ( tudo de bom!!) A Pietra brincou mais um pouco e decidimos ir visitar o Cemitério Municipal, onde o João Goulart e o Leonel Brizola estão enterrados. Enquanto estávamos na praça o sol estava lindo, mas foi entrarmos no carro e ele sumiu e muitas, mas muitas nuvens de chuva surgiram no céu. Encontramos o cemitério e entramos para encontrar o túmulo deles. Não foi difícil achar pois ele é um dos mais imponentes, e maiores e mais bonitos de todo o cemitério. Todo em granito preto, com letras em cobre. Tiramos algumas fotos, lemos o histórico próximo ao túmulo e começou a chover. Então corremos para o carro e fomos dar uma volta na cidade. Por sorte a chuva foi passageira. Nessa volta a Pietra dormiu e chegamos no rio Uruguai. Paramos o carro lá, deixamos ela no carro dormindo e fomos tirar umas fotos. Ele é imeeeeenso! Para as fotos ficarem mais bonitas, teria que ter tido sol.. Mas ele não estava muito a fim de nos ajudar.
Passeamos mais um pouco pela cidade e resolvemos voltar para São Miguel já que a viagem seria longa. A Pietra acordou no meio do caminho e viemos conversando e rindo. Chegando ao hotel, fomos caminhar um pouco pelo hotel. Decidimos tomar banho, nos organizarmos e saimos para jantar. Como o local é pequeno, optamos por uma pizzaria. Infelizmente o atendimento não foi dos melhores, ela demorou para chegar e, para ajudar, quando ficou pronta, entregaram na mesa errada. Por acaso eu vi que o nosso pedido ia ficar 'perdido'. Pelo menos a comida era boa. Comemos e voltamos ao hotel. O dia tinha sido agradável, mesmo com planos diferentes.
Só nos restava dormir e esperar o domingo chegar.
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